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De acordo com estudo, atividade física e aleitamento materno diminuem o risco de câncer de mama, enquanto consumo de álcool, sobrepeso e obesidade aumentam a probabilidade de ter a doença.

Cerca de 13% dos casos de câncer de mama em mulheres com mais de 30 anos poderiam ser prevenidos por meio de atividade física, aleitamento materno, pela não exposição ao consumo de álcool e pelo não excesso de peso, revelou pesquisa pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), durante cerimônia de lançamento da campanha Outubro Rosa, pelo Ministério da Saúde. No Brasil, em 2020, cerca de oito mil casos tiveram relação direta com os fatores comportamentais citados.

A campanha objetiva alertar as mulheres e a sociedade em geral sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.  “Os resultados mostraram que pelo menos R$ 102 milhões gastos no Sistema Único de Saúde (SUS) poderiam ter sido evitados pela não exposição aos fatores de risco”, disse a nutricionista Maria Eduarda Melo, chefe da Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do Inca.

Os pesquisadores estimaram que o sedentarismo (4,6%) foi o principal responsável pelo câncer de mama de causa majoritariamente comportamental, seguido pelo não aleitamento materno (4,4%), excesso de peso (2,5%) e consumo de bebida alcoólica (1,8%). A prevenção do câncer de mama, de acordo com o instituto, passa pela alimentação, que deve ser à base de alimentos in natura. “Estamos falando de frutas, legumes e verduras, arroz, feijão, sementes. Isso deve compor a base da nossa alimentação e devemos evitar alimentos ultraprocessados, ou seja, aqueles alimentos prontos para aquecer e prontos para consumir, além de evitar o consumo de álcool”, disse a nutricionista.

MORTALIDADE

Em 2019, o Brasil registrou 18.068 mortes por câncer de mama. O Inca estima que até 2030 haverá estabilidade das taxas de mortalidade para mulheres na faixa etária entre 30 e 69 anos, mas a projeção ainda está bem distante da meta de 30% de redução estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preveem, até 2030, reduzir em um terço as mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis, entre elas, o câncer.

O mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital de Câncer III, do Inca, especializado no tratamento do câncer de mama, assegurou que “câncer de mama não é uma sentença de morte. Não se deve ter medo de fazer um diagnóstico”. Segundo o mastologista, câncer de mama é uma doença que tem excelentes tratamentos, com excelentes resultados e chance de cura. Basta fazer o diagnóstico na hora certa. “Se você tem alguma coisa na sua mama, não tenha medo em procurar saber o que é.”

Bello destacou que o Outubro Rosa é o mês dedicado ao câncer de mama. “Mas a gente gosta de dizer que todos os meses deveriam ser cor de rosa, porque o câncer de mama não acontece só em outubro. Ele acontece o tempo todo. A gente tem uma estimativa de 66 mil ou 67 mil novos casos no Brasil até este ano”.

No ano passado, mais de 2,3 milhões de mulheres em todo o mundo tiveram câncer de mama, o tipo que mais acomete a população feminina e mais mata. Ele representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas, segundo o Inca.

Sintomas

Segundo o mastologista, as mulheres que percebem alguma alteração na mama devem ser motivadas a procurar auxílio médico e a realizar os exames necessários para fazer um diagnóstico, como mamografia, ultrassom e biópsia, dependendo do caso. “Com o diagnóstico, o tratamento deve começar o mais rápido possível”, disse.

O sintoma mais comum do câncer de mama é o caroço, o nódulo na mama. Mas existem, outros sinais aos quais se deve ficar atento. Um deles é o espessamento da pele da mama; outro é a saída espontânea de secreção por um dos mamilos, que pode ser um líquido claro ou acompanhado de sangue. “Isso deve ser investigado”, afirma Bello.

Há ainda retração da pele ou do mamilo, ínguas nas axilas que não doem, mas incomodam, abaulamento em alguma região dos seios ou aumento de volume da mama. A partir dos 50 anos, a incidência de câncer de mama aumenta bastante, então é preciso atenção redobrada nessa faixa etária e é necessário realizar mamografias anualmente.

Mesmo em período de pandemia, as mulheres devem procurar um serviço médico para fazer a mamografia diagnóstica. “É totalmente seguro, graças ao conhecimento que a doença já proporcionou e à vacina contra a covid-19, que diminui muito a contaminação. Hoje, não se deve mais evitar fazer esses exames, porque todos os estabelecimentos de saúde já sabem como lidar em relação à segurança quanto à covid-19”, explica o mastologista.

Fonte: revistacrescer