SUA ÓTICA EM CUIABÁ ESPECIALIZADA EM ÓCULOS DE GRAU, SOL, LENTES E ARMAÇÕES.

Catarata Infantil: a importância do diagnóstico precoce.

Comumente associada aos idosos, a doença pode surgir também na infância, mas tratamento adequado pode salvar a visão das crianças.

Famoso por sua forte atuação nas redes sociais, o ator Ary Fontoura, de 91 anos, recentemente passou por um procedimento no olho. O artista sofria com a catarata, uma doença ocular que provoca a turvação do cristalino (lente natural do olho que permite focar objetos), dificultando a passagem da luz até a retina e causando o que popularmente chamamos de visão embaçada. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 45 milhões de cegos em todo o mundo, sendo a catarata responsável por 48% dos casos.

Porém, a boa notícia, é que ela é tratável. Quando o paciente se submete a operação, pode recuperar totalmente a visão.  Apesar de ser mais comum em pessoas com mais de 50 anos, como no caso de Ari Fontoura, ela também pode afetar crianças. Dados da OMS estimam que a cada três mil crianças nascidas vivas, uma apresenta a patologia. No Brasil, acredita-se que cerca de 10 milhões de crianças tenham catarata infantil congênita, de acordo com dados do estudo “Um Olhar sobre a Saúde Ocular”, publicado pelo Conselho Federal de Oftalmologia, em 2023.

Segundo o oftalmologista Jonathan Lake, especialista em catarata no Hospital Oftalmológico de Brasília e diretor médico do Grupo Opty, existem alguns fatores que podem aumentar o risco de bebês desenvolverem a catarata congênita. “São condições especiais, porém, que podem causar malformações no feto, por exemplo, se a mulher contrair toxoplasmose ou rubéola, durante a gestação, por exemplo. Mas também devemos levar em conta tendências genéticas. Por isso, é importante um acompanhamento pré-natal adequado”, explica.

A catarata pode ser uni ou bilateral e pode vir ou não acompanhada de outras patologias oculares, como estrabismo ou nistagmo (tremor ocular). Por isso, o acompanhamento do oftalmologista desde os primeiros meses de vida é fundamental para detectar qualquer problema e garantir a saúde ocular dos pequenos. Afinal, os primeiros anos de vida são críticos para o desenvolvimento correto da visão. “Ao nascer, o bebê ainda não tem a visão plenamente desenvolvida como a de um adulto, e a catarata pode causar danos futuros. Se não for identificada e tratada provoca a perda da nitidez da imagem e a ambliopia – também conhecida como olho preguiçoso – comprometendo permanentemente a visão”, ressalta o médico. Ele lembra que, recentemente, teve que fazer uma intervenção de urgência em uma menina de dois anos. “Adiar o tratamento até ela ficar um pouquinho mais velha, não era uma opção.  Precisamos intervir rapidamente para evitar o risco potencial que era esse olho não enxergar para o resto da vida. Não havia outra opção e a cirurgia foi um sucesso”, comemora.

 O Dr. Jonathan destaca que nos últimos anos os oftalmologistas têm observado um aumento de casos de catarata em crianças e alerta que a catarata não dá sinais visíveis, a não ser que esteja em estágio bem avançado. “Quando a criança chega no consultório e ao invés da pupila que deveria ser preta está branca, aí já é um caso de urgência, porque pode não ser só catarata, pode ser alguma inflamação ou uma infecção do olho ou mesmo um retinoblastoma (tumor ocular). Por isso, é essencial que as crianças façam o teste do olhinho logo ao nascer, ainda no hospital e se consultem regularmente com um oftalmopediatra”, afirma o Dr Jonathan Lake.

O tratamento, na maioria das vezes, é cirúrgico, mas há casos de cataratas pequenas, com obstrução parcial da visão, que devem ser acompanhadas, com uma abordagem clínica, indicação de óculos, oclusão e/ou utilização de colírios. A reabilitação consiste no uso de óculos, lentes de contato ou tratamento oclusivo (tampão), para que o cérebro aprenda a ver.  “A cirurgia evoluiu muito nos últimos anos. Com os equipamentos que temos hoje, a cirurgia associada – que chamamos de vitrectomia – é possível tratar a catarata e começar o processo de reabilitação da criança o mais rápido possível. Os resultados dependem do diagnóstico e tratamento precoces. Procuramos a melhor visão possível respeitando as particularidades de cada caso”, finaliza o Dr.  Jonathan Lake. 

Fonte: Tríplice Comunicação

Compartilhar:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram

Matérias Relacionadas

Ceratocone em crianças dispara

Relatórios da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgão) indica aumento 32% nas inscrições de transplante pediátrico. As mudanças climáticas estão aumentando a prevalência de