De acordo com os oftalmologistas, algumas doenças oculares chegam a triplicar nesta época do ano acompanhando, a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde).

As doenças visuais relacionadas ao frio são a conjuntivite viral, síndrome do olho seco, alergia, piora do ceratocone (doença na córnea) e até o desenvolvimento de doenças mais graves como o glaucoma e a catarata por causa do uso indiscriminado de medicamentos.

Conjuntivite pode sinalizar dengue, zika e H1N1

No frio a maior proliferação de vírus no ar faz com que as aglomerações em ambientes fechados representem o risco número um para a saúde dos olhos. Isso porque, facilitam a transmissão da conjuntivite viral. A doença, é uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a face interna das pálpebras e a esclera, parte branca do olho.

Prevenção

As principais dicas para prevenir a conjuntivite viral são: lavar as mãos com frequência, evitar locais mal arejados, não levar as mãos aos olhos, nem compartilhar colírio, maquiagem, teclados, fronhas e toalhas.

Síndrome do olho seco

Coceira nos olhos, vermelhidão, visão borrada que melhora com o piscar, aversão à luz e desconforto após ver TV, ler ou usar o computador são as queixas de 2 em cada 10 pessoas durante o frio. Estes são os sintomas da síndrome do olho seco, uma alteração na qualidade ou quantidade da lágrima que nessa época dobra por causa da baixa umidade e aumento da poluição.

Prevenção

Entre os cuidados preventivos do olho seco, destaca:

* Evitar ambientes climatizados sempre que possível.

* Piscar voluntariamente quando estiver usando computador e outras tecnologias.

* Proteger os olhos do vento, poeira, fumaça e cosméticos

* Incluir na alimentação fontes de vitamina A encontrada na cenoura e mamão, frutas cítricas que são ricas em vitamina C e os alimentos que contêm ômega 3 como a sardinha, bacalhau, semente de linhaça e nozes.

Alergias afetam a visão

No mundo todo as doenças alérgicas não param de crescer. No Brasil não é diferente. Há 10 anos as alergias atingiam 20% da população. Hoje, de acordo com a Asbai (Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia) atingem 30% das pessoas. A previsão da OMS é de que até 2050 metade da população tenha algum tipo de alergia. Estudos mostram que 6 em cada 10 alérgicos manifestam a doença nos olhos. Isso porque, no frio a diminuição da lágrima faz o sistema imunológico de uma pessoa alérgica entender que é necessário produzir mais anticorpos para proteger os olhos das agressões externas. Isso desencadeia conjuntivite alérgica.

Riscos da automedicação

Em alguns casos a coceira nos olhos é tão intensa que muitas pessoas compram um colírio com corticóide anteriormente receitado. De todas as classes de medicamento existentes no mercado o corticóide é o mais efetivo para aliviar um processo alérgico. O problema é que o medicamento só deve ser usado com supervisão médica. Isso porque se for interrompido repentinamente provoca efeito rebote. Significa que a coceira volta mais intensa e o uso prolongado de corticóide causa catarata e glaucoma.

Alergia recorrente e ceratocone

A alergia ocular recorrente no frio pode evoluir para o ceratocone. A doença é caracterizada pelo afinamento da córnea que toma o formato de um cone e responde por 70% dos transplantes no Brasil. Atinge cerca de 100 mil brasileiros e geralmente aparece na adolescência