O olhar, os olhos e suas diversas partes são ocasionalmente lembrados em músicas dos mais variados estilos. Atualmente, a pupila, também conhecida como “menina dos olhos”, é a bola da vez no recente single do duo Anavitória, com participação de Vitor Kley. Chamada “Pupila”, fala que a pupila dilata por uma pessoa. Mas será isso possível? A pupila está ligada às emoções? Para saber essas e outras curiosidades, assim como distúrbios que podem afetar essa área dos olhos continue lendo.

O que é a pupila e qual a sua função?
A pupila é a área negra no meio da íris, a parte colorida do olho humano. Fica atrás da córnea, nossa principal lente do olho, e à frente do cristalino, nossa segunda principal lente natural. Ela corresponde a um orifício que regula a entrada de luminosidade nos olhos, como um diafragma de uma câmera fotográfica. Dessa forma, protege nossos olhos da luz excessiva, como em dias ensolarados, e permite a entrada de mais luz em situações de baixa luminosidade, garantindo qualidade e nitidez da visão.
O que faz a pupila dilatar? Em quais situações a pupila dilata?
A pupila dilata em diversas situações, voltando ao normal pouco tempo depois. A baixa luminosidade é o principal fator que leva à dilatação da pupila. No entanto, quando as pupilas demoram a voltar ao normal, não reagem a estímulos luminosos, ou possuem tamanhos diferentes em cada olho, pode ser sinal de condições mais sérias, como diminuição da quantidade de oxigênio no cérebro (por problemas respiratórios, por exemplo) ou danos cerebrais estabelecidos (acidentes, “derrames” e tumores). Pupilas dilatadas também ocorrem em situações de estresse, medo, choque ou após a utilização de colírios ou até drogas, como anfetamina e LSD.
“Pupila”, música interpretada pelo duo Anavitória, com composição de Vitor Kley e Ana Caetano, fala que a pupila dilata por uma pessoa (“Só ele faz minha pupila dilatar”). A pupila está “ligada” a emoções, externa sentimentos?
Sim, alguns estudos mostram que, após um momento de toque ou carinho, nossas pupilas se dilatam imediatamente. A atração física é frequentemente associada à dilatação das pupilas.
Há doenças vinculadas à pupila? Comente causas e tratamentos.
Sim, a Síndrome de Adie, conhecida como pupila tônica de Adie, é uma alteração neurológica que afeta a pupila do olho. Normalmente aflige adultos jovens e, em 80% dos casos, apenas um olho apresenta dilatação pupilar. A causa é normalmente idiopática (não se acha um evento desencadeador), mas pode ter associação com trauma local, cirurgia prévia ou infecção por Varicela-zoster. O tratamento pode ser feito com colírio de pilocarpina, para fins estéticos e, principalmente, para melhorar o poder de foco.
Já na Síndrome de Horner ocorre o contrário: a constrição da pupila. Pode ser causada por doença neurológica, vascular, infecções ou tumor, mas também pode ser congênita, presente desde o nascimento. O tratamento se resume a tratar a causa base, se houver.
Por que o oftalmologista dilata a pupila do paciente em determinadas consultas?
O oftalmologista pode dilatar a pupila do paciente para examinar o “grau” e para examinar o fundo de olho (retina). A dilatação é necessária para inibição da acomodação (capacidade do paciente aceitar mais “grau” do que precisa, usando a musculatura interna ocular que regula uma das nossas lentes naturais, o cristalino) e aferição correta do grau, principalmente em crianças e pacientes jovens. A ação também pode ser realizada para melhor visualização de todas as partes da retina, no exame de fundo de olho. Estão entre os exames que podem ser realizados com a dilatação pupilar: Refração estática, Mapeamento de Retina , Retinografia, Tomografia de Coerência Óptica e Angiografia.
É verdade que, ao tirar uma foto, e a pupila ficar como um reflexo branco (pupila branca), pode ser indicação de doenças oftalmológicas? Essa e outras mudanças nas características da pupila podem indicar sinais de doenças?
Sim. O reflexo vermelho observado nas fotografias, popularmente conhecido como “olho de gato”, é o reflexo normal da retina. Já o reflexo branco pode indicar catarata, alterações da córnea ou até tumores intraoculares, principalmente em crianças menores de 5 anos. Alterações de reflexos nas fotos e alterações no tamanho da pupila devem ser avaliados pelo oftalmologista. Podem não ser nada, mas podem, sim, ser algo para se preocupar. Prevenção é a palavra-chave. Se notar essa característica em uma foto, procure um especialista.